Tempos de reflexão – Lei da ação e reação

Continuando um pouco o post anterior (este aqui, caso você ainda não leu) vim para trazer algumas – outras – reflexões para o nosso dia a dia.

Já tem um tempo que percebo uma desconecão entre nós, seres humanos, e a natureza, o meio ambiente, nossa casa maior. Percebi essa desconexão quando estava escrevendo a minha tese de doutorado, sobre as conexões – e desconexões – entre Ecologia e Economia.

A formulação das teorias econômicas, ao longo do tempo, retiraram a terra do contexto. A terra simbolizava a natureza, o meio ambiente. E por muito tempo isso foi disseminado e constantemente validado pelos modelos micro e macroeconômicos. Perceber isso me deu um certo incômodo, mas explicou muita coisa.

Na década de 1960, alguns economistas e ecólogos começaram a questionar esses modelos que desconsideravam as trocas com o meio ambiente. Pois, os resíduos das atividades produtivas eram lançados em rios, lagos e atmosfera, causando impactos negativos tanto no meio ambiente quanto na população próxima. Ao longo do tempo, uma nova forma de pensa se formou, a Economia do Meio Ambiente.

“A água é imbebível”
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Mas, apesar de começarem a questionar sobre os sitemas produtivos e a desconexão desses com o meio ambiente, a biosfera, uma dicotomia foi formada. E a Economia do Meio Ambiente se dividiu em duas partes: Economia Ambiental e Economia Ecológica. E foi entendendo isso, que comecei a me questionar sobre a nossa desconexão.

E o que tudo isso interessa a você? E o que você tem a ver com isso?

O que interessa é ainda a desconexão com a natureza. Achar que estamos desligados e desconectados de todo o resto. De todos os outros seres que existem neste planeta. Esquecemos que nossa existência é graças à existência de outros seres. Se não fosse uma bacteriazinha que usa o oxigênio para produzir energia, não estaríamos aqui. Que se não fosse pelas plantas, animais, fungos e bactérias, não teríamos comida. Se não fosse pelos milhões de microorganismos do solo e dos mares, não existiríamos, porque não haveria a ciclcagem de nutrientes nem a produção de oxigênio.

Ou seja, não haveria sistema produtivo para chamar de seu. Nem coisas para comprar. Nem inovações tecnológicas para nos conectar. Nem existiria dicotomia entre as grandes áreas do pensamento.

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É uma questão filosófica, mas também é uma questão prática. É interessante pensar que duas áreas tão próximas estão tão distantes, por simplesmente quererem “puxar a sardinha” para o seu lado. E é assim que fazemos. Construímos a maioria das coisas pensando no nosso ego, “para o desenvolvimento da espécie humana”. Achando que a nossa espécie é melhor do que qualquer oura. #SQN! (Só que não). (Veja este post!)

Esquecemos que este modo de operação não está dando bons frutos. Dois exemplos claros disso é a contaminação por coronavírus e a alteração do clima que estamos vivendo hoje. Tudo consequência de nossos atos, porque esquecemos que pertencemos a algo maior, que não estamos sozinhos neste planeta.

Esquecemos também que, além de prejudicarmos outros seres com isso, nos auto-prejudicamos. As consequências se tornam em direção a nós. Isso significa que podemos estar “canvando nossa própria cova”! Uma mera e simples ação e reação. Uma das leis que prepondera na natureza.

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Como mudar isso? O que você pode fazer?

Assim como as duas áreas dentro da economia do meio ambiente, que poderiam deixar o ego de lado e começar a comunicar melhor entre si, nós podemos também nos comunicar melhor com o nosso meio. Entender que a sua forma de consumo impacta não só a você, mas a vários outros seres. Dos quais você depende, inclusive.

Para ter aquele carro legal, esperto, com vários cavalos de potencia, por exemplo, foi necessário explorar minérios. Para isso, uma grande área foi desmatada. Reduzindo, assim, a assimiliação de carbono pelas árvores, que foram cortadas para abrir o campo de mineração. Além disso, para que o carro possa andar, é necessário combustível. E a forma principal dele ainda é baseada em recursos naturais não renováveis, conhecido como petróleo. Que, para ser extraído, por mais que tenha uma teconologia enorme envolvida, ainda arrisca a vida de milhares de pessoas e de seres marinhos. Fora o seu transporte, que põe em risco a saúde dos oceanos. Do qual você depende para comer aquele sushi mara em um jantar romântico.

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Este texto, com todas essas conexões, foi escrito para gerar reflexão. Para quesitonarmos sobre nossa forma de consumo, produção e existência neste planeta. Espero que possamos ser a nossa própria fonte de mudança.

Para quem quiser saber mais sobre Economia do Meio Ambiente, recomendo a leitura deste livro.

Grata pela leitura! 🙂

Publicado por Carol Bernardo

Sou a Carol. Também sou bióloga, ecóloga e economista, bailarina, mãe de duas cãs, professora universitária, pesquisadora por paixão, vascaína por opção, carioca de nascimento, brasiliense de coração e escritora nas horas vagas.

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