Do feminismo e outras questões

Comecei a ter o hábito da leitura no início da adolescência, quando comecei a ler os livros de Agatha Christie que mamãe também lia. Já tinha lido Um estudo em vermelho do Sir Conan Doyle e estava em busca de novos romances policiais para preencher minhas noites de leitura. Achava o máximo as histórias de Agatha. Tanto por ela ser uma mulher escrevendo romances policiais (estilo masculino para a época) e por ela realmente ter um maestria na escrita. Um clássico atrás de clássico.

A partir daí, a leitura sempre estreve presente na minha vida. Alguns anos mais outros menos… Nos últimos anos o hábito da leitura se intensificou, passando de um livro por mês para dois, três, quatro e até cinco livros por mês. Em 2018, numa semaninha de férias, li um livro por dia. Acho que foi o meu recorde!

*Giphy

Notei que aumentei a leiura de escritoras. Não sei se o número de escritoras realmente aumentou (o que eu acho super possível) ou se temos mais acesso a essas publicações (o que também é possível), mas eu acho ótimo! Mostra que estamos rompendo uma barreira – invisível – do machismo na literatura e tornando-a mais acessível.

Por que eu digo “machismo na literatura”? Porque, como leio desde a adolescência (e hoje estou beirando os 40), são quase 30 anos de uma leitora que habita em mim. E grande parte desse período, acho que uns 20 anos, eu lia mais livros escritos por homens, com a exceção dos livros de Agatha. Nos últimos (quase) 10 anos, meu escopo de autoras se ampliou e dou créditos à diminuição do machismo na literatura e à ascendência do feminismo.

Veja, feminismo NÃO É ir contra homens etc. Feminismo preza direitos iguais a todos os seres humanos, respeitando as diferenças que cabe a cada um. Gosto muito deste quadrinho:

Acho que ele ilustra bem o que é o Feminismo e o por quê eu dou crédito a ele de termos mais mulheres escritoras (e de termos direito a várias “coisas” hoje, como o voto, o acesso à Universidade e aos estudos…). Dentre as que eu li eu destaco duas: Chimamanda Ngozi Adichie e Amanda Lovelace.

Li dois livros da Chimamanda: Hibisco roxo e Sejamos todas feministas (cujo eBook esta gratuito na Amazon! Só clicar no nome.). A narrativa é maravilhosa! Ela consegue falar sobre questões profundas (machismo, racismo, violência contra mulher) de uma forma clara e suave. Recomendo muito a leitura dos livros dessa excelente escritora.

E eu só li um livro da Amanda, A princesa salva a si mesma neste livro (o eBook também está “de grátis” na Amazon. Só clicar no nome ou na foto). Não sou muito fã de poesia e quando “comprei” o livro (que adquiri gratuitamente na forma de eBook, via promoção da Amazon) não sabia que ele era escrito na forma de poesia. Foi um ótima surpresa.

Amanda conseguiu colocar na forma de poesia, que tem todo um lirismo em si, questões como violência contra mulher e o machismo velado (às vezes descarado) do nosso dia-a-dia. O título já fala por si só, né verdade?

*Amazon

Graças ao feminismo podemos ter acesso a pérolas como essas, da literatura mundial, a distância de um clique. Peças literárias que estimularão outras meninas e mulheres a colocar a sua voz no mundo e o enriquecer ainda mais. Essa é a importância do feminismo.

Se você gostou da leitura, compartilhe com quem você acha que irá gostar também! 😉

Publicado por Carol Bernardo

Sou a Carol. Também sou bióloga, ecóloga e economista, bailarina, mãe de duas cãs, professora universitária, pesquisadora por paixão, vascaína por opção, carioca de nascimento, brasiliense de coração e escritora nas horas vagas.

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