Do casamento e outras questões

Hoje completo um ano de casamento, ou bodas de papel.

Nunca fui dessas meninas que queriam casar quando era criança ou adolescente. Sempre quis ser independente. Bom, não sei se sempre quis, mas desde que me lembro por “gente” era o que eu queria. Queria trabalhar, morar sozinha, viajar.

Quando entrei para a Biologia, queria ser pesquisadora, porque aí eu seria independente e poderia viajar para os congressos. Depois do mestrado, fui trabalhar, ver a vida “fora” da academia. Mas, a academia nunca saiu de mim. O que foi ótimo, pois me levou ao doutorado, a morar sozinha, a viajar e a ser independente.

*Giphy

E, a academia me aproximou da pessoa com a qual me casei, pois ele também era da academia. Passou por desafios semelhantes (ou maiores) que os meus e tudo isso nos aproximou muito. Vimos que tínhamos muito em comum e parecia que já nos conhecíamos há anos.

Depois que o conheci, aí sim comecei a pensar em “casar”. Na verdade, o casamento não foi um “fim”, entende, foi natural. Um “processo” leve, sem cobranças, nem minha nem dele. Acredito que é assim que deveria ser. Duas almas se encontram, se amam, se divertem, se sentem leves um com outro e decidem, mutualmente, curtir a vida juntos. E foi assim conosco.

Me casei com 37 anos, prestes a fazer 38. E fui eu quem o pediu em casamento. E foi lindo! Foi um momento nosso. E já tinha falado para ele que eu só me casaria um dia se me sentisse confortável com a “ideia” e quando achasse que fosse o momento. E assim o foi.

*Giphy

Engraçado pensar que já passou um ano… Passou muito rápido. Fiquei olhando as horas e minha memória foi para um ano atrás, para o que estávamos fazendo nos momentos do dia 06/07/2019. Foi um dia cheio de emoção, com muitos sentimentos misturados, de uma alegria e adrenalina sem explicação.

Eu planejei todo o casamento, com auxílio da minha mãe e amigas queridas. Os enfeites de mesa fui eu que fiz, com garrafas e potes de geleia de vidro, juta rendada e linha de juta. As flores foram margaridas e flores do campo, compradas no mercado de flores e organizadas no dia pela minha prima e pela Rosinha, porque eu estava me arrumando já. Como disse, eu planejei tudo e achava que no dia ia dar tempo de chegar cedo e organizar tudo. Só que não.

Eu planejei um casamento sem lixo, ou com menos lixo possível, simples, mas aconchegante e na natureza, como nossa família e amigos mais próximos. Servi sucos, já trazidos prontos pelo buffet, para não ter garrafas pet, choppe e vinho. As toalhas e guardanapos foram de tecido. Os docinhos foram colocados em “casinhas” de papel. Encomendei taças e canecas para que cada um tivesse a sua, para não precisar de copos descartáveis.

*Giphy

O bolo foi servido nos pratos. A pipoca foi acondicionada em tuppware e servido na hora em um pote de vidro. Cada um servia a si mesmo! Afinal, cada (a grande maioria) um tem seus próprios pés e mãos, né verdade?

Foi um super desafio! Mas foi extremamente significativo! Conseguimos plantar uma sementinha em cada uma das pessoas sobre a possibilidade de redução de lixo na nossa vida, nas festas que fazemos, e o mais importante, que é possível!

#ficaadica 😉

Publicado por Carol Bernardo

Sou a Carol. Também sou bióloga, ecóloga e economista, bailarina, mãe de duas cãs, professora universitária, pesquisadora por paixão, vascaína por opção, carioca de nascimento, brasiliense de coração e escritora nas horas vagas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: