Histórias de uma bióloga/ecóloga de campo 4

Olá pessoal, tudo bem?

Sei que passei um tempo sumida! Essas duas últimas semanas foram um período de muito trabalho e reforma interna! E de aniversário também! 😉

Estou com duas histórias para contar já tem um tempo. E, como tivemos dois momentos maravilhosos essas semanas passadas para exaltar duas heroínas (a cobra naja e a ema), achei super pertinente escrever sobre meu contato com esses dois seres maravilhosos! (Nunca tive contato com naja, mas com cobra sim!)

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Hoje contarei mais uma história do Pantanal, quando fui fazer curso de campo por lá, em 2005. Tínhamos três modadlidades de projetos e uma delas era em equipe. Para realizar o projeto, tínhamos que fazer grupos com até 4 pessoas, desenvolver uma pergunta e o métodos (a noite) para no dia seguinte coletar dados, analisá-los, escrever o relatório e apresentar para todos.

Fizemos um grupo só de mulheres! ❤ E saímos para a coleta de dados. No meio da coleta, começamos a ouvir um barulho estranho, que estava nos seguindo para onde fôssemos. Obviamente começamos a ficar “cabreiras” com esse som. O som era o seguinte: “Uhm-Hum”.

Várias teorias e hipóteses foram levantadas, mas nenhuma comprovada. Pensamos até em forças sobrenaturais! Porque na noite anterior, alguém tinha contado uma história sobre um moço que tinha morrido ali perto, que era muito arteiro, e que seu espírito vagava por aí assustando a galera! E o barulho nos perseguia: “Uhm-Hum”.

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Ficamos muito preocupadas com a perseguição desse som. Porque, afinal, éramos 4 mulheres, andando sozinha pelo mato! E sabíamos que tinha fazendas ao redor… Então, sabe-se lá o que poderia ser! “Uhm-Hum”.

Decidimos então parar de andar e obsevar para ver o que era. NADA! Não onseguimos ver absolutamente nada! O dia também não ajudava. Era um dia cinza e um pouco frio. Então as cores se confundiam e não conseguimos identificar muita coisa. “Uhm-Hum”.

O medo aumentava, mas continuávamos coletando nossos coquinhos! Estávamos vendo o percentual de coquinhos parasitados por besouros. Tínhamos toda uma hipótese por trás desse trabalho, mas que eu não me lembro muito bem… “Uhm-Hum”.

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Eu fiquei MUITO encucada! Pensei: “né possível! Tenho que achar quem está fazendo esse barulho!” “Uhm-Hum”.

Até que decidi parar e observar. As meninas continuaram andando e eu fiquei até conseguir decifrar quem ou o quê estava fazendo esse barulho. “Uhm-Hum”.

Até que eu vi! “Uhm-Hum”.

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Uma ema, gente! Uma ema estava nos seguindo… Do nada, vi ela levantando a cabeça e fazendo o barulho “Uhm-Hum”. Mostrei para as meninas e todas rimos muito! “Uhm-Hum”.

Que alívio! Ufa! Era só uma ema curiosa! “Uhm-Hum”.

Publicado por Carol Bernardo

Sou a Carol. Também sou bióloga, ecóloga e economista, bailarina, mãe de duas cãs, professora universitária, pesquisadora por paixão, vascaína por opção, carioca de nascimento, brasiliense de coração e escritora nas horas vagas.

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